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"A gente aceita o amor que acha que merece"
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Que história fantástica! Da editora Rocco, contado por meio de cartas para alguém, um personagem descreve alguns dias do seu primeiro ano do ensino médio, como calouro, e para que esse alguém não descubra quem ele é, ele se autodenomina Charlie e inventa nomes para seus familiares e amigos.
A história se passa em 1991, lançado em 1999 e traduzida para o português em 2007, o livro foi o primeiro romance do autor Stephen Chbosky.
As cartas levam quem está aqui e agora, 2015, para uma viagem no tempo, com discos de vinil e fitas cassete, e uma viagem para dentro da alma, com descrições que fazem todos que já passaram pelos acontecimentos descritos se emocionem, quem está passando se identifique, e quem não passou ou ainda vai passar, imagine.
O livro é muito comentado por conter sexo, drogas, mas não é esse o foco. É a vida de um personagem, que como ele mesmo diz é mais como uma montanha russa. Sobre vida, sobre pessoas, sobre pensamentos, é muito mais do que futilidades, e eu me senti muito bem lendo ele, imaginei como deve ser me sentir infinita.
Charlie é um garoto de 15 anos que tem dificuldade em "participar" desde que seu amigo Michael suicidou. Então ele conhece Patrick e sua irmã Sam, veteranos, que levam ele a festas, lhe apresentam seus amigos do terceiro ano, o levam para assistir uma espécie de peça que eles fazem (o The Rocky Horror Show), e mudam a vida dele, mas mesmo assim, sua mente continua um pouco confusa.
Outro personagem da história é Bill, professor de inglês avançado de Charlie, que acaba se tornando um amigo dele. Bill dá para ele trabalhos extraclasse sobre livros, que fazem Charlie gostar de escrever e pensar em ser escritor.
Assim nos tornamos os destinatários das cartas de Charlie, meio que sem entender quem é este menino complexo e o porque de ele estar mandando essas cartas, vendo o quanto seus pensamentos mudam de um dia para o outro, e então no fim os mistérios são compreendidos e nos sentimos tristes, mas aquela tristeza que não é ruim. "Era só alguma coisa que fazia com que todos olhassem para os outros e soubessem quem eles eram. Apenas sabiam." ♥
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