Resenha: Cidades de Papel
"As metáforas tem consequências."
Em primeira pessoa, Quentin conta sua história, aluno do terceiro ano do ensino médio, que tem como vizinha Margo Roth Spiegelman, que era sua amiga de infância, mas depois que ficou popular na escola nunca mais conversou com ele. Seus amigos agora são Ben e Radar.
Então em uma bela noite de 5 de maio, Margo Roth Spiegelman aparece na janela do quarto dele o convidando para uma vingança/invasão/arrombamento/delitos pela cidade, reacendendo a chama do amor que ele sentia por ela desde pequeno, mas que ele não achava ser recíproco. No dia seguinte quem não imaginaria que talvez ela sentasse na mesa junto com ele no almoço? Que eles conversassem na saída? Deitassem em uma grama um sentindo a respiração do outro? Mas ela não apareceu na escola, nem no dia seguinte, nem no outro, ela estava desaparecida, uma menina maior de idade desaparecida e que já tinha fugido outras vezes, os pais já não ligavam, porém Quentin estava preocupado e foi em busca das pistas que ela sempre deixava quando ia embora sem avisar. E lá estavam elas: um pôster na persiana, um livro na estante, uma poesia, "Arranquem o trincos das portas!/Arranquem as próprias portas dos batentes!".
O livro me lembra um pouco Maps, do Maroon 5. ♥
Spoiller Alert!!! De tanto que o povo falou do livro no meu ouvido, antes de terminar de ler eu imaginava como era o final, como ele poderia ser se eu estivesse escrito, e na verdade foi muito diferente de tudo isso. Meio que perde o sentido da história, como se eu pudesse dizer "Tudo isso pra nada?" como se fosse uma conta enorme de matemática que no final resulta em zero, mas o importante é a conta, é ela que nos faz aprender, e no livro o importante era o enredo. No fim ele fez o que ele fez, mas eu acho que depois de imaginar tantos finais, esse era uma possibilidade, e se podemos julgar este livro pelo final podemos julgar todos os outros também, só por que autor não pensou como nós.
Eu sinceramente acho que o pessoal está reclamando do livro por que ninguém morre, como se fosse uma marca do John Green, ou que tivesse a necessidade de ser um livro dramático, e tal. A única coisa que eu percebi no final foi: parece que o John ficou meio com preguiça de escrever. Desculpem-me as pessoas que não gostaram do livro por outros motivos.
Fora isso eu gostei da mistura meio policial, meio mistério, como a Margo gosta, umas citações científicas e de livros, metáforas, e um pouco de romance também, uma mistura perfeita no estilo John Green. ♥

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